terça-feira, 7 de junho de 2011

Por competência?

É comum as empresas sérias contratarem funcionários hoje, por uma palavrinha bastante conhecida: competência. Além das competências técnicas exigidas pelo cargo que implicam conhecimentos e habilidades para cumprimento de determinadas funções, os recrutadores passaram a avaliar também as competências comportamentais, ou seja, as atitudes e os comportamentos em relação às atribuições do cargo. Iniciativa, criatividade, dinamismo, trabalho em equipe, foco em resultados, são alguns exemplos de competências comportamentais, que visam uma maior objetividade e foco. Essa estratégia de seleção por competência impede que pessoas habilitadas para outras funções não ocupem cargos que não vão corresponder. Infelizmente, para os órgãos públicos pouco se leva em consideração se a pessoa tem ou não habilidades e competência para o cargo. Prova disso, são os últimos fatos que estamos acompanhando em nossa cidade. Impossível considerar que nossos administradores não tenham o mínimo de habilidades para organizar um evento que promova a conscientização da população. E o que dizer dos administradores ligados a saude que não “sabe” qual o real destino que se deve dar ao lixo hospitalar?  Observamos que apenas para ser secretaria de educação que se exige o conhecimento técnico para ocupar o cargo. Os demais, mesmo que a função exija habilidades de gestão não há o mínimo de conhecimento. Também não há o interesse em se especializar. Nossa cidade vai ter curso técnico federal em Meio Ambiente, com 13 inscritos quantos serão da secretária de Meio Ambiente, por exemplo? Enquanto a nossa daministração continuar a ser cabide de emprego, e “paga” por serviços de campanha, continuaremos a ver esse tipo de competência.

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